21 de jun de 2018

Trump’s folly




Trump’s folly

This is not the first time that the road taken my mankind makes me shiver in fear. I was not born yet, the last time the world descended into madness. And though I was not even a thought in my parents' minds, then, it was close enough for me to know how bad, how sad and how crippling WWII was to the world. The “let’s reset and start again” launched by D-Day was received with hope and sad smiles ,but millions of people never came home.

And the horror was not finished. Behind the gates of the concentration camps, living corpses came to light and washed the world with the knowledge that true monsters indeed existed.

Time passed. Hearts were healed after the bombs stopped exploding and peace created space for better things. But even after all that, in North America, there were people treated like second-class citizens, sometimes even like animals.
I was already born when the great United States of America started to see that the color of skin was not reason to punish anyibe - and this from the same country that had entered a war a couple decades back to put an end to injustice and free people locked down for their beliefs. But they were white...

Those people, those who not believed in equality ,are the ones who create the monsters that now, in the once great United States of America, take children from their parents in a way that will give them nightmares for the rest of their lives.

People don’t change. This is a fact. They hide what they are behind masks, when they are down, and wait for the time when all the hate and malevolence of their little black hearts can sing free again; and now they have the king of black hearts to lead them.

Now I am at my prime, more than half my life lived in a free world, but for how much longer?  Trump’s folly is being erected in North America. South America is infested with corruption and dictators. Around the world, mllions of refugees are fleeing to richer countries, trying to survive. Everything seems to be crumbling, taking us almost a century back in time.  We are witnessing the first stages of Hitler’s madness, his dream of an Arian race, born again by the hands of Trump and his followers.


It’s a bad script. It’s dystopia. It is, unfortunately, our new reality.



fol·ly
noun
  1. 1.
    lack of good sense; foolishness.


  2. 2.
    a costly ornamental building with no practical purpose, especially a tower or mock-Gothic ruin built in a large garden or park.

20 de jun de 2018

CR7




CR7



Devo confessar que não suportava o Cristiano Ronaldo. Aquele cabelo sempre cheio de meleca e a arrogância desmedida me preveniam de ver qualquer coisa digna de nota no rapaz. O tempo passa, graças a Deus, e nos dá chance de abrir o livro mesmo que a capa não seja grande coisa. Primeiro aceitei a arrogância do menino, porque, convenhamos, ele JOGA bola. Quando ele diz que é o melhor não está sendo arrogante, é a pura verdade. E ele não é somente um excelente jogador, Cristiano Ronaldo se importa com o jogo, coisa que não vemos em muitos superfaturados craques. Não espere que ele fique caído no chão como Neymar, reclamando e tentando caçar falta, ele vai atrás da bola.
Então lá se foi minha birra com CR devido à sua arrogância, na verdade agora ele me diverte, pois como dá para ficar sem sorrir quando o melhor diz ser o melhor sem nenhum pudor? Ele me diverte com sua fala e me encanta com seu jogo.

Já de coração amolecido comecei a me interessar pela pessoa e seus atos me fizeram deixar para trás qualquer implicância que ainda tivesse. Cristiano DOA. Não somente seu dinheiro, mas sua pessoa. Ele paga por operações, doa para causas e mostra por ações onde seu coração está. Não recusa foto e autografo por estar com pressa ou irritado, como ele mesmo já disse, também já foi um fã, mas principalmente é obvio que CR nunca recusa o pedido de uma criança e olhando seu sorriso aberto ao interagir com seus fãs mirins é obvio que o faz por prazer e não para aparecer como muitos.

Numa vida onde mudei de opinião poucas vezes sobre as pessoas, ou se mudei depois me arrependi, Cristiano Ronaldo é uma linda exceção. Bons jogos, menino.

30 de ago de 2017

Storm


It’s not just from the sky that the storm comes. Down on earth the world around us seems to be crumbling. We watch in horror and indignation while villains govern countries and the worst of us take the streets to honor old horrendous traditions that we thought are abolished. We don’t need to fret about terrorists, we need to worry about the neighbors that wait in silence till they think they are justified to spill they hatred for other races, religions and sexual preferences.
It troubles me. In fact it terrifies me that the world did this turn. A turn so bad we need to fear again, after so many decades, that our liberty is at stake.
What can we do? What can I do?
I read so many awful words spilling from Facebook friends, so much anger toward everything, no fear of offending, no fear of hurting, no fear of been wrong, just merciless words, cruel thoughts, a need to hurt that tells me of souls been lost, sentiments turning dark.

The need to close myself in a cocoon is strong. My home is a safe place. The solitude is a blessing. The world is not safe anymore.

9 de ago de 2017

Vista



15:36 hs
Quando o sol ainda está alto no céu os edifícios a minha volta são somente construções acabadas, ou mesmo inacabadas, onde sei que milhares de pessoas vivem. Alguns agradam aos olhos, cores e arquitetura agradáveis, enquanto outros parecem somente o que são, cascas para as vidas que carregam. Suas formas recortam o céu azul até onde minha vista alcança e olhando por cada uma de minhas janelas reconheço pontos amados de meu bairro e alem.
O que não vejo, a distancia, é vida. Vejo cortinas e persianas abertas ou fechadas, mas não vejo uma silueta. O sol ilumina o mundo e apaga os interiores fazendo o movimento das arvores mais belos, o canto dos pássaros mais melodioso e o ruído dos automóveis quase uma sinfonia.
É assim o dia. Grandes estruturas vazias cercadas por movimento, cor e som.


18:06 hs
Hoje o anoitecer não vem romanticamente pintado de rosa, ele chega cinza azulado, mas ainda belo. Enquanto olho as luzes começam a se acender. Em um edifício uma única luz solitária resplandece, em outro uma a uma as janelas se iluminam indicando que os habitantes ou chegam às suas casas ou não apreciam a escuridão como eu. As arvores, entre o mar de edifícios e eu, perdem a cor, algumas elevam seus galhos para os restos de luz, outras já foram consumidas pelas sombras e são um estudo de negros e cinzas.
Mais e mais as janelas se animam, as buzinas soam impacientes, todos se apressando nas ruas agora artificialmente iluminadas. Os pássaros voam nervosos procurando seus ninhos, os passos apressados na rua se multiplicam, o som dos martelos nas construções se cala e a noite finalmente chega.

23:19 hs
Centenas de luzes já se acenderem nas ultimas horas e mais da metade delas já se extinguiu. Dentro de suas casas, agora, as pessoas se preparam para deixar de lado o dia e se entregar ao sono. Os notívagos como eu se entregam aos seus prazeres secretos e esperam pela madrugada, quando a cidade encontra um pouco de paz e tranqüilidade.
E eu, olhando estas janelas ainda acesas, me pergunto quem são essas pessoas e o que fazem. Sentam confortavelmente com a família apreciando um programa na TV? Lêem um livro ou revista esperando o sono chegar? Entregam-se à paixão nos braços de um marido/esposa/amante? Ou será que estas janelas escondem desejos mais obscuros?
A noite me fascina. Os sentidos são amplificados e tudo a minha volta parece contar uma historia. Estas janelas que me fascinam carregam vidas por trás delas que podem ser normais como a minha ou podem ser dramáticas, até mesmo aterrorizantes. Nunca iremos saber o que acontece por trás das portas fechadas do que as pessoas consideram seu lar.

A madrugada chega trazendo a esperança que este dia seja um pouco melhor, que aqueles que sofrem possam encontrar soluções para seus problemas ou um ombro amigo para derramar suas lagrimas, que os que são felizes assim o permaneçam e que a que aqueles, que como eu, sonham acordados, continuem tendo historias para contar. 

31 de jul de 2017

A Fine day



It´s winter. The wind is chilly, but the air is warm in the sun. It´s afternoon and the world is at full speed, but not at this place, not at my window. Here is all peaceful and silent. The occasional noise of cars, children screams and giggles, bark of dogs, voices of men working around, hammers sounding like exclamation points for the tweet of the birds, all of these are part of some symphony that just increase the peace and highlight the silence. It’s a strange king of day, the kind where you know something is almost at reach, but what it is or where it is… is hard to say.
No one knows where that place where all the things will change is. No one knows when the right time for changes will happen. What we can do is pay attention to the signs and hope that something inside will light in warning.
Is it this day? Is it this silence and this peace, that say so loud that nothing is happening, the first step for a better day? Is it?
The sun now is behind the clouds, maybe latter the rain, absent for so many days, will show to freshen the soil and refresh the air. And I love the rain. It is one of the nature most amazing gifts. Those tears the sky wash on us always made me find that place in my mind where all is clear and clean.
This day is the kind of day where you remember long lost loved ones, but just the better days, not the sad ones. It is the day to make plans for things that you don’t believe will happen, but never mind, it doesn’t matter, it is not important anyway the fruition of your dreams. It’s just that kind of day.


It´s winter and it is a fine, fine day. 

12 de set de 2016

Obrigada


Obrigada pelas flores que não me enviou. 
A ausência de seu perfume me abre os olhos para uma realidade que nunca pude imaginar.

Obrigada pela ligação que não fez.  
A negação de seu carinho me revelou finalmente os reais sentimentos, a revolta, desprezo e amargura que nunca imaginei que você pudesse sentir.

Obrigada pelo presente que não me deu. 
Não pelo valor de um objeto, mas por finalmente demonstrar o meu valor em sua vida.

Obrigada por me fazer só quando mais precisei de você. 
O sofrimento pode ser enorme, mas a lição é maior ainda.

Obrigada. 

31 de ago de 2016

Mr. Jerome Silberman


Mr. Jerome Silberman, mais conhecido por todos como Gene Wilder, esteve presente nos momentos mais alegres que passei em frente à uma televisão. A mágica de Mr. Wilder talvez comece com seu rosto expressivo e doce que nos desperta uma ternura instantânea até notamos seus olhos brilhantes onde uma loucura hilariante vive perpetuamente e percebemos que este homem é muito mais do que podemos imaginar.
Não existe um filme em que Gene Wilder não salte da tela para seu colo como um gênio saltando de uma garrafa. Ele leva a todos na palma de suas mãos com sua voz melodiosa e sedutora que se eleva histérica e hilária em discursos insanos muitas vezes escritos por ele próprio.
Não se pode falar em Gene Wilder sem dizer que sempre andou em muito boa companhia. Mel Brooks, Richard Pryor,  Madaleine Kahn, Marty Feldman, Cloris Leachman, Dom DeLuise, são somente alguns dos grandes que tem suas pegadas ao lado das dele, muitos repetidas vezes. Sem contar sua hilária esposa Gilda Radner, falecida tão cedo, mas memorável tanto só quanto ao seu lado.
Gene atuou, dirigiu e escreveu por toda sua vida artística e fez tudo brilhantemente. Sua gang nos fez rir de forma maliciosa, mas inteligente, coisa que já ninguém mais sabe fazer. Há muito tempo não temos o prazer deste humor, mas saber que sua luz se foi, definitivamente, é triste.
Gene Wilder deixa saudades de um tempo que não volta mais, de risadas compartilhadas com aqueles que amamos e da inocência que com certeza foi perdida em meio às suas piadas de duplo sentido e da sensualidade debochada de Madaleine Kahn.
Vai em paz, querido mago.