30 de ago de 2017

Storm


It’s not just from the sky that the storm comes. Down on earth the world around us seems to be crumbling. We watch in horror and indignation while villains govern countries and the worst of us take the streets to honor old horrendous traditions that we thought are abolished. We don’t need to fret about terrorists, we need to worry about the neighbors that wait in silence till they think they are justified to spill they hatred for other races, religions and sexual preferences.
It troubles me. In fact it terrifies me that the world did this turn. A turn so bad we need to fear again, after so many decades, that our liberty is at stake.
What can we do? What can I do?
I read so many awful words spilling from Facebook friends, so much anger toward everything, no fear of offending, no fear of hurting, no fear of been wrong, just merciless words, cruel thoughts, a need to hurt that tells me of souls been lost, sentiments turning dark.

The need to close myself in a cocoon is strong. My home is a safe place. The solitude is a blessing. The world is not safe anymore.

9 de ago de 2017

Vista



15:36 hs
Quando o sol ainda está alto no céu os edifícios a minha volta são somente construções acabadas, ou mesmo inacabadas, onde sei que milhares de pessoas vivem. Alguns agradam aos olhos, cores e arquitetura agradáveis, enquanto outros parecem somente o que são, cascas para as vidas que carregam. Suas formas recortam o céu azul até onde minha vista alcança e olhando por cada uma de minhas janelas reconheço pontos amados de meu bairro e alem.
O que não vejo, a distancia, é vida. Vejo cortinas e persianas abertas ou fechadas, mas não vejo uma silueta. O sol ilumina o mundo e apaga os interiores fazendo o movimento das arvores mais belos, o canto dos pássaros mais melodioso e o ruído dos automóveis quase uma sinfonia.
É assim o dia. Grandes estruturas vazias cercadas por movimento, cor e som.


18:06 hs
Hoje o anoitecer não vem romanticamente pintado de rosa, ele chega cinza azulado, mas ainda belo. Enquanto olho as luzes começam a se acender. Em um edifício uma única luz solitária resplandece, em outro uma a uma as janelas se iluminam indicando que os habitantes ou chegam às suas casas ou não apreciam a escuridão como eu. As arvores, entre o mar de edifícios e eu, perdem a cor, algumas elevam seus galhos para os restos de luz, outras já foram consumidas pelas sombras e são um estudo de negros e cinzas.
Mais e mais as janelas se animam, as buzinas soam impacientes, todos se apressando nas ruas agora artificialmente iluminadas. Os pássaros voam nervosos procurando seus ninhos, os passos apressados na rua se multiplicam, o som dos martelos nas construções se cala e a noite finalmente chega.

23:19 hs
Centenas de luzes já se acenderem nas ultimas horas e mais da metade delas já se extinguiu. Dentro de suas casas, agora, as pessoas se preparam para deixar de lado o dia e se entregar ao sono. Os notívagos como eu se entregam aos seus prazeres secretos e esperam pela madrugada, quando a cidade encontra um pouco de paz e tranqüilidade.
E eu, olhando estas janelas ainda acesas, me pergunto quem são essas pessoas e o que fazem. Sentam confortavelmente com a família apreciando um programa na TV? Lêem um livro ou revista esperando o sono chegar? Entregam-se à paixão nos braços de um marido/esposa/amante? Ou será que estas janelas escondem desejos mais obscuros?
A noite me fascina. Os sentidos são amplificados e tudo a minha volta parece contar uma historia. Estas janelas que me fascinam carregam vidas por trás delas que podem ser normais como a minha ou podem ser dramáticas, até mesmo aterrorizantes. Nunca iremos saber o que acontece por trás das portas fechadas do que as pessoas consideram seu lar.

A madrugada chega trazendo a esperança que este dia seja um pouco melhor, que aqueles que sofrem possam encontrar soluções para seus problemas ou um ombro amigo para derramar suas lagrimas, que os que são felizes assim o permaneçam e que a que aqueles, que como eu, sonham acordados, continuem tendo historias para contar. 

31 de jul de 2017

A Fine day



It´s winter. The wind is chilly, but the air is warm in the sun. It´s afternoon and the world is at full speed, but not at this place, not at my window. Here is all peaceful and silent. The occasional noise of cars, children screams and giggles, bark of dogs, voices of men working around, hammers sounding like exclamation points for the tweet of the birds, all of these are part of some symphony that just increase the peace and highlight the silence. It’s a strange king of day, the kind where you know something is almost at reach, but what it is or where it is… is hard to say.
No one knows where that place where all the things will change is. No one knows when the right time for changes will happen. What we can do is pay attention to the signs and hope that something inside will light in warning.
Is it this day? Is it this silence and this peace, that say so loud that nothing is happening, the first step for a better day? Is it?
The sun now is behind the clouds, maybe latter the rain, absent for so many days, will show to freshen the soil and refresh the air. And I love the rain. It is one of the nature most amazing gifts. Those tears the sky wash on us always made me find that place in my mind where all is clear and clean.
This day is the kind of day where you remember long lost loved ones, but just the better days, not the sad ones. It is the day to make plans for things that you don’t believe will happen, but never mind, it doesn’t matter, it is not important anyway the fruition of your dreams. It’s just that kind of day.


It´s winter and it is a fine, fine day. 

12 de set de 2016

Obrigada


Obrigada pelas flores que não me enviou. 
A ausência de seu perfume me abre os olhos para uma realidade que nunca pude imaginar.

Obrigada pela ligação que não fez.  
A negação de seu carinho me revelou finalmente os reais sentimentos, a revolta, desprezo e amargura que nunca imaginei que você pudesse sentir.

Obrigada pelo presente que não me deu. 
Não pelo valor de um objeto, mas por finalmente demonstrar o meu valor em sua vida.

Obrigada por me fazer só quando mais precisei de você. 
O sofrimento pode ser enorme, mas a lição é maior ainda.

Obrigada. 

31 de ago de 2016

Mr. Jerome Silberman


Mr. Jerome Silberman, mais conhecido por todos como Gene Wilder, esteve presente nos momentos mais alegres que passei em frente à uma televisão. A mágica de Mr. Wilder talvez comece com seu rosto expressivo e doce que nos desperta uma ternura instantânea até notamos seus olhos brilhantes onde uma loucura hilariante vive perpetuamente e percebemos que este homem é muito mais do que podemos imaginar.
Não existe um filme em que Gene Wilder não salte da tela para seu colo como um gênio saltando de uma garrafa. Ele leva a todos na palma de suas mãos com sua voz melodiosa e sedutora que se eleva histérica e hilária em discursos insanos muitas vezes escritos por ele próprio.
Não se pode falar em Gene Wilder sem dizer que sempre andou em muito boa companhia. Mel Brooks, Richard Pryor,  Madaleine Kahn, Marty Feldman, Cloris Leachman, Dom DeLuise, são somente alguns dos grandes que tem suas pegadas ao lado das dele, muitos repetidas vezes. Sem contar sua hilária esposa Gilda Radner, falecida tão cedo, mas memorável tanto só quanto ao seu lado.
Gene atuou, dirigiu e escreveu por toda sua vida artística e fez tudo brilhantemente. Sua gang nos fez rir de forma maliciosa, mas inteligente, coisa que já ninguém mais sabe fazer. Há muito tempo não temos o prazer deste humor, mas saber que sua luz se foi, definitivamente, é triste.
Gene Wilder deixa saudades de um tempo que não volta mais, de risadas compartilhadas com aqueles que amamos e da inocência que com certeza foi perdida em meio às suas piadas de duplo sentido e da sensualidade debochada de Madaleine Kahn.
Vai em paz, querido mago.

17 de ago de 2016

Nazistas? Não. Mal Educados? Absolutamente sim


Se Thiago Braz estivesse na França e fosse vaiado no momento de seu pulo o Brasil viria abaixo. Já imagino o tamanho das reclamações e ofensas contra o povo Frances que se atrevesse a atrapalhar o atleta na hora de sua maior concentração, mas..... Invertemos o caso e todos brasileiros estão ofendidos por terem sido chamados de povinho de merda quando se comportaram de maneira pouco educada, nada esportiva e incrivelmente infantil.
Se eu estivesse no lugar do Frances teria palavras muito mais pesadas para chamar quem atrapalhou o momento supremo da olimpíada para mim. Concentração para o atleta é tudo, no momento anterior ao inicio da prova é preciso foco e uma platéia desrespeitosa e absolutamente sem noção de como se comportar em um evento deste nível o tirou completamente desse necessário estado mental.
Se o cara é um merdinha ciumento e antipático nem vem ao caso . Tá cheio de merdinhas antipáticos por ai, mas é o direito deles ser assim, o que não é direito é agir como adolescentes e esquecer que o cara está lá para competir, não para ganhar a faixa de Mister Simpático.
Esse é o Brasil triste, onde as pessoas não têm mais educação e se sentem no direito de agredir qualquer um que lhes pareça merecedor e fazer isso da maneira que foi feito é prova suficiente.
A resposta do mal humorado Frances foi infeliz? Completamente. Infeliz e idiota, mas sendo o merdinha antipático e mal humorado que é não se pode esperar que não respondesse a ofensa com outra ofensa.
Não é a primeira vez, nesta olimpíada,  que vejo o publico vaiar um atleta só por estar competindo com um Brasileiro e toda vez fico com muita vergonha alheia.
Esses caras ralam para chegar até lá. Muitos passam pelo pão que o diabo amassou para chegar lá. Não é certo tentar derrubar um atleta com tanta negatividade só porque ele teve a infelicidade de ser o oponente de um Brasileiro.

Renaud Lavillenie é antipático sim, mas nossa torcida foi muito mais. 

16 de ago de 2016

Joking


Para quem nasceu nos anos sessenta os dias de hoje são muito estranhos e restritivos. Na minha infância, adolescência e mocidade era comum rirmos de tudo e todos sem maldade. Carinhosamente apelidávamos nossos amigos que nos retribuíam o favor e ninguém se ofendia com isso. Contávamos piadas que hoje são consideradas preconceituosas, mas não o eram. Lembro de meu pai contando com saudades e amor de seus amigos e os apelidos divertidos que tinham, o manco que era chamado de “tá fundo, tá raso” o maneta que era chamado de polvo e mais tantos que nem vale a pena lembrar, pois certamente alguém falará alguma coisa contra meu pai que era o homem mais sem maldade do mundo.
 O mal desta época são as pessoas politicamente corretas. Eu não as suporto. Sempre apontando seus dedos duros e judiciosos para todos, arrotando verdades absolutas em seus mundos pequenos e preconceituosos. Sim, preconceituosos, porque não há preconceituoso maior do que um politicamente correto de carteirinha. Ele atirará para todo lado, toda hora, sem descanso. É dele a verdade e você, que fez uma piadinha sem graça à toa, vai ser caçado, amordaçado e executado por ter sido um idiota com senso de humor. E não é só da falta de humor que estamos falando agora, que os politicamente corretos nem sabem o que é, porque se soubessem perceberiam que toda piada é preconceituosa, mas é uma piada, oras! Vamos falar também da maldade destas pessoas, porque para transformar qualquer comentário e piada em ofensa só tendo o coração muito corrompido.
Eu, apesar de ser considerada uma pessoa difícil e combativa, felizmente tenho senso de humor e me irrita profundamente assistir o festival de idiotices diárias de pessoas apontando para outras nessa caça às bruxas dos dias modernos.

O Mundo precisa de mais riso, de mais humor, já vivemos todo dia em meio a noticias de mortes violentas e ataques em massa, não precisamos dessa nova religião que pensa poder mudar o mundo com mais ataques, desta vez verbais.